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sábado, 15 de novembro de 2014

Seis caminhos/reinos da reencarnação do budismo

Naraka ("Jigokudou") - reino do inferno A mente, dominada pela raiva e pelo ódio produz o karma para a vida num inferno. O que sofre nesse estado infernal é a mente. As aparências infernais, os seres que nos atacam ou nos matam, o ambiente e todo o sofrimento que nos aflige nesse reino, são produções de nossa própria mente condicionada pelo nosso karma. Nestes estados infernais, somos atormentados inflexivelmente por um sofrimento inconcebível: somos mortos e, em alguns reinos infernais, experienciamos ser mortos de novo e de novo; somos torturados pelo calor e frio extremos. E não há liberdade, nem qualquer possibilidade de nos dedicarmos à prática espiritual. Preta ("Gakidou") - reino dos fantasmas/demónios famintos Se nossas mentes caírem na ganância ou na cobiça, o karma que resulta é o nascimento como um fantasma faminto. Neste estado, nunca podemos obter o que queremos, nem podemos desfrutar da comida ou bebida que desejamos desesperadamente como "fantasmas famintos". Estaremos sempre a procurar e a precisar de algo, mas somos completamente incapazes de satisfazer os nossos desejos e sofremos de fome, de sede e de constantes frustrações intensas. É também um estado produzido pela nossa própria mente e, apesar de ser um pouco menos desfavorável que o reino infernal, ainda é um estado miserável. Animal ("Chikushodou") - reino animal (também conhecido por "reino das feras") A mente também pode cair sob a influência da cegueira, da estagnação mental e da estupidez, o que causa o nascimento como um animal. Há muitas espécies animais: animais selvagens, animais domésticos, etc. Todos eles experimentam diferentes formas de sofrimento, tais como ser comido vivo, brigar uns com os outros, ou ser subserviente e abusado. Todo o sofrimento encontrado no reino animal também é a produção da mente e a manifestação de karma resultante de acções negativas anteriores. Estes três tipos de existência compõem os estados dos reinos inferiores. Entre eles, o mais favorável é o reino animal. Mas mesmo nesse estado, é muito difícil despertar o amor e a compaixão, e é impossível praticar o Dharma. Em todos estes reinos inferiores, não há a possibilidade de praticar o Dharma e de atingir a realização; a mente está constantemente perturbada pela raiva, ódio, desejo,... Além disso, os seres dos reinos inferiores tendem a realizar mais acções negativas que criam ainda mais karma doloroso. Deste modo, eles perpetuam o condicionamento das vidas nos reinos inferiores que, além disso, duram por um tempo extremamente longo. Human ("Ningendou") - reino humano A condição humana é a primeira das existências nos reinos superiores. Os humanos são praticamente os únicos seres dotados com as condições necessárias para o progresso espiritual, assim como as faculdades que permitem a prática e a compreensão do Dharma*. Porém, ser humano não garante o progresso espiritual. O valor da vida humana é variável e apenas aqueles que obtiveram a chamada "preciosa existência humana" podem praticar o Dharma. Ainda assim, a condição humana tem muitos tipos de sofrimento, sendo que os quatro tipos principais são o nascimento, a doença, a velhice e a morte. Além destas quatro grandes fontes de sofrimento, os humanos sofrem quando são separados daqueles que amam estimadamente, durante as suas vidas ou na morte, ou quanto têm de lidar com pessoas com as quais não querem lidar ou que são hostis diante eles. Os humanos sofrem ao perder as suas posses, ao não serem capazes de manter o que planearam adquirir e ao não serem capazes de obter o que querem. Asura ("Shuradou") - reino dos deuses invejosos É um caminho peculiar nos Seis caminhos. Em termos de prazer material e poder psíquico, é semelhante ao Deva. Porém, em alguns aspectos, é até pior que o Caminho Humano. O Asura masculino é extremamente feio, enquanto a fêmea é tão bonita quanto um anjo. O Asura masculino sempre luta entre si pois eles são cruéis e furiosos. Eles são orgulhosos de si-mesmos, e relutantes em aprender e praticar os ensinamentos budistas.Asuras é um termo coletivo para Yaksas, Raksasas e outros demônios. Este reino é em geral sem forma. Em termos gerais, os asuras cultivaram bondade e executaram boas ações. Mas eles são muito combativos e eles se põem bravos muito facilmente. Eles amam competir e lutar.Pelo fato deles não terem se livrado da raiva, eles não se qualificam para entrar no céu e, assim eles entram no Reino dos Asuras. Estes fantasmas e espíritos, apesar de terem pensamentos benevolentes, não tem dias calmos porque eles são muito competitivos. Deva ("Tendou") - reino divino Onde reina o gozo eterno. É o mais perigoso, pois sempre se pode cair num dos outros reinos. Este reino é composto por vários níveis ou residências.Nos níveis mais próximos do reino humano, vivem seres que, devido à prática de boas acções, levam uma "vida" harmoniosa. Os níveis situados entre o vigésimo terceiro e o vigésimo sétimo são denominados como "Residências Ruras", sendo habitadas por seres que se encontram perto de atingir a "luz divina" e não voltarão a renascer como humanos. *Dharma* - "Lei Natural" ou "Realidade". Com respeito ao seu significado espiritual, pode ser considerado como o "Caminho para a Verdade Superior".

terça-feira, 15 de julho de 2014

O que é um filósofo? -- Nietzsche

Para Nietzsche, a filosofia não deve ser o refúgio dos fracos. Filosofar está distante de rezar, pregar, salvar, cuidar… O filósofo é o contrário de um sacerdote e a filosofia não é uma casa onde doentes descansam. Não há compaixão na filosofia! “Os autêntico filósofos são comandantes e legisladores: eles dizem “assim deve ser!”, eles determinam o para onde? do ser humano” (Nietzsche, Além do Bem e do Mal, §211). Ser filósofo é tornar sinônimo querer e criar, é dar vazão à Vontade de Potência. O filósofo cria valores, recicla velhos valores, redispõe, reordena. Filosofar é comandar: “Seu ‘conhecer’ é criar, seu criar é legislar, sua vontade de verdade é – vontade de poder. – Existem hoje tais filósofos? Já existiram tais filósofos? Não têm que existir tais filósofos? …” - Nietzsche, Além do Bem e do Mal, §211. A filosofia é a criação de valores. E para criar, os filósofos assumem diferentes perspectivas, trazem um novo olhar (aquele que só um homem sadio poderia trazer). O filósofo não sai do mundo para refletir, pelo contrário, se ele faz avaliações, seu dever é mergulhar no mundo. Sendo assim, o filósofo não poderia deixar de ser também um experimentador: para ir além do bem e do mal, é preciso experimentar para além da moral. Para Nietzsche, o pensador é como um alquimista, ele mistura afetos e forças. Fazer invenções, testar vidas, pensamentos, práticas. Aí faz-se a diferença entre o “trabalhador filosófico”, definido por Nietzsche como um pensador menor, e o “livre-pensador”, o filósofo legislador. Um busca compreender para reproduzir e copiar, o outro compreende para inventar e criar em cima. A tarefa do filósofo é então a de assumir uma postura nova, dar vazão à alegria criadora, à inspiração de artista e deixar-se levar pelo mar de forças que o farão viver e pensar como um juiz de si. A tarefa do filósofo é criar e ordenar valores: “Talvez seja indispensável, na formação de um verdadeiro filósofo, ter passado alguma vez pelos estágios em que permanecem, em que têm de permanecer os seus servidores, os trabalhadores filosóficos; talvez ele próprio tenha que ter sido crítico, cético, dogmático e historiador, e além disso poeta, colecionador, viajante, decifrador de enigmas, moralista, vidente, “livre-pensador” e praticamente tudo, para cruzar todo o âmbito dos valores e sentimentos de valor humanos e poder observá-los com muitos olhos e consciências, desde a altura até a distância, da profundeza à altura, de um canto qualquer à amplidão. Mas tudo isso são apenas precondições de sua tarefa: ela mesma requer algo mais – ela exige que ele crie valores” – Nietzsche, Além do Bem e do Mal, §211

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

5 filmes que nos fazem "pensar"

2001: Uma odisséia no espaço O que dizer sobre 2001: Uma odisséia no espaço? Uma obra-prima de sons e imagens que nos remete a estado de profunda reflexão. Até hoje, as interpretações sobre a obra são dos mais variados tipos, contudo, a mais plausível e objetiva é a de que, o filme nos fala sobre renascimento, o renascimento do ser humano em si mesmo, transpondo as barreiras morais e contemplando o "Super-Homem". O enigmático Monolito, nada mais é do que essa barreira entre o homem e o Super Homem e, para dar uma ênfase nesse sentido, a música de Richard Strauss, "Also Sprach Zarathustra", nos dá a certeza de que o filme produz uma metáfora sobre a obra de Friedrich Nietzsche Friedrich Nietzsche Dogville é uma obra -prima do cinema contemporâneo que infelizmente não teve reconhecimento.Em Dogville, Lars von Trier apresenta uma percepção pessimista da humanidade, onde impera o cinismo, a hipocrisia, a chantagem, a vingança, a mentira, e uma visão dogmática que, além de rejeitar qualquer alternativa, simplifica e naturaliza a maldade. Sociedade dos poetas mortos Quando assisti este filme pela primeira vez só pude pensar: "Os bons sempre são mutilados, pois, por mais belo que sejam seus atos, estes não ajudam os homens a ganhar o poder". O principal objetivo do professor John Keating era fazer com que seus alunos pensassem por eles mesmos e, acima de tudo, apreciassem a poesia. A cena em que o prefessor pede a seus alunos para que caminhem da maneira que bem quiserem foi uma das mais geniais que já vi. Apocalypse Now Este filme tem simplesmente tudo. Desde as obscuridades da guerra até as ironias que satirizam o exército americano, como a cena em que o general, no meio do conflito, resolve surfar. O diálogo entre o capitão Kurtz e Willard ao final do filme, é marcado por um lirismo obscuro fadado de uma filosofia penetrante. "O HORROR, O HORROR!" Gênio indómavel Filme genial, com um roteiro admirável. "Você pode ser um gênio, conhecer o quanto puder, basta apenas ir a uma biblioteca, aprendi muito mais lá do que na escola, aliás, para quê escola? O ser humano pode se descobrir sozinho".

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

O homem de mil faces.

O homem inventava mil faces. Tentava e tentava, mas nunca conseguia criar uma perfeita. Foram dias e Jonah's Robert nunca conseguiu fazer a cópia exata de si mesmo. O que mais incomodava era que ele estava famoso pelo mundo todo, suas invenções haviam complementado o dobro durante a Revolução das Máquinas em 1897. Só que seu coração nunca sentiu satisfação pelos feitos. Em cada robô novo que produzia, uma nova parte de seu coração era desfeita. Em belas tardes de verão ele passou estudando todos os tipos de maquinarias. Adaptou tantas formas e meios, mas novamente falhou em se recriar. Sonhava com infinitas estrelas no céu, tornar-se imortal sobre o mundo, quebrar o tempo que já o afetava de todas as formas. Tentava e tentava, mas não conseguia mudar. Então numa noite obteve um sonho. Estava rodeado de rostos e a grande maioria era familiar, de uma forma tão obsoleta. Uma náusea bombardeou seus pensamentos e então acordou - Sinto que esqueci algo importante - falou para si. No meio da semana, tentando pensar no novo modelo que iria lançar para as industrias que foi lembrar-se do sonho. Todos os rostos que observou em volta de si eram ele mesmo, só que formados por máquinas. Algumas já corroídas pelo tempo e outras próximas de serem lançadas e as finais que nem mesmo ele conhecia. Todos os rostos tinham leves semelhanças consigo, mas o coração nunca era o mesmo. E quando libertou-se dos próprios pensamentos, logo debateu-se com um espelho do outro lado da sala. Sentiu um tremor ao olhar para si, um congelamento instantâneo de realidade. Olhou para todos os lados para fugir do que tinha visto, mas nunca iria conseguir... Quando olhou para seu rosto notou que ele mesmo tornou-se uma máquina, que todo o humano que possuía não estava mais ali. E nesse momento viu... Que a vida era uma coisa que nunca deveria abrir a mão. Jonah's Robert fechou todas as suas produções e dali adiante prometeu a si que nunca mais cometeria o pecado de destruir a vida por uma imortalidade. Pois nem mesmo as máquinas conseguem destruir o tempo. Elas não são imortais... E nem ele que não era mais humano virou imortal... Apenas tornou-se vazio.

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

O anel dos nibelungos de Wagner

O fato de O Anel dos Nibelungos - uma obra a que Richard Wagner dedicou quatro anos de criação, de 1848 a 1852 - ter sido, por toda a sua existência, tão atraente comprova a capacidade de Wagner de dar expressão, através da sua música e do seu talento teatral, a motivos universais ou a experiências humanas arquetípicas que constituem temas em constante repetição na vida. Não há bons casamentos nem famílias felizes na mitologia clássica. Há em toda parte uma hierarquia. Uma figura paterna autoritária manda em todos. O deus principal age por interesse próprio, impondo sua vontade e seus desejos; considerado em termos psicológicos, ele é o modelo de uma personalidade autoritária e narcisista. As mulheres - quer como mortais, como deusas ou como símbolos femininos - são, com raras exceções, oprimidas, sacrificadas ou humilhadas. O estupro é a norma, e o poder, em vez do amor, é o princípio predominante. Filhos e filhas ou se sujeitam em busca de aprovação quando são extensões obedientes da vontade do pai, ou são sacrificados, rejeitados, raptados, punidos, ignorados. A mitologia de uma cultura, nesse caso, a civilização ocidental, nos instrui acerca dos valores, padrões e pressupostos em que se baseia essa cultura. Ficar imerso em O Anel dos Nibelungos, na forma de ópera, de musica ou de história, é ter uma experiência comparável a uma série de sonhos muito intensos. Lembramo-nos das partes importantes, e aquilo que é de fato significativo pode permanecer vividamente na nossa memória. Quando o sentido fica claro, vem uma exclamação que nos revela por que ficamos fascinados ou estimulados por um incidente particular e por que percebemos alguma faceta de nós mesmos da nossa vida que, como a verdade, nos fortalece. Com O Anel dos Nibelungos também acontece isso, mas podemos retornar repetidas vezes à experiência em si, cada vez, quem sabe, atraídos por mais um símbolo ou parte da história, uma história que teve variações acerca dos temas do amor e do poder - que permeiam e afetam a vida de todos nós. Cada uma das quatro óperas introduz variações sobre o tema principal: o poder em oposição ao amor e o efeito da busca do poder sobre as pessoas e os relacionamentos. Em O Ouro do Reno (Das Rheingold), a ópera que serve de prelúdio a tudo o que acontece, o anel dos Nibelungos - que se torna o símbolo preponderante nas quatro óperas - é forjado por Alberich, um anão, ou nibelungo. Trata-se de um anel do poder; quem o possui pode dominar o mundo. Aquele que forjar o anel deve renunciar ao amor para sempre. O entendimento psicológico nos ajuda a compreender de que modo isso acontece e por que Alberich, que simboliza a criança rejeitada e vítima de maus-tratos, a sombra que pode nos acompanhar por toda a vida pedindo vingança pelas nossas humilhações da infância, vai pagar esse preço. Alberich representa um lado sombrio da personalidade que está por trás da busca do poder sobre os outros. Enquanto Alberich forja o anel, Wotan, que equivale a Zeus, faz um contrato para a construção do Valhalla como monumento ao seu poder, à sua masculinidade e à sua fama eterna. Wotan acredita que pode deixar de pagar o preço quando for a hora de acertar as contas. Ele prometeu dar aos construtores Freya, a deusa do amor e da juventude, as próprias qualidades habitualmente sacrificadas por homens ambiciosos.

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

trechos de Crime e castigo - Dostoiévski

"'Onde', pensou Raskólhnikov, continuando seu caminho, 'onde é que eu li aquilo sobre um condenado à morte que no momento de morrer dizia ou pensava que se o deixassem viver no alto, numa rocha e num espaço tão reduzido que mal tivesse onde pousar os pés - e se à volta não houvesse mais que o abismo, o mar, trevas eternas, a eterna solidão e a tempestade perene - e tivesse de ficar assim, nesse espaço de um archin, a sua vida toda, mil anos, a eternidade... preferiria viver assim a morrer imediatamente? O que interessa é viver, viver, viver! Viver, seja como for, mas viver! O homem é covarde!', acrescentou passado um minuto." "Acham que eu estou assim porque eles mentem? Tolice! Eu gosto que eles mintam! A mentira é o único privilégio do homem sobre todos os outros animais. Mente, que vais acabar atingindo a verdade! É precisamente por ser homem que eu minto. Nem uma só verdade poderias alcançar se antes não mentisses quatorze vezes, e até cento e quatorze vezes, o que representa uma honra sui generis; simplesmente, nós nem sequer sabemos mentir com inteligência! Tu mentes, mas mentes de uma maneira especial, e eu ainda por cima te dou um abraço. Mentir com graça, de uma maneira pesssoal, é quase melhor que dizer a verdade igual todo mundo; no primeiro caso é um homem e, no segundo, não se é mais que um papagaio! A verdade não anda depressa, mas podemos fazer a vida correr; há exemplos disso."

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

O pálido ponto azul de Carl Sagan

Nós somos muito pequenos. Na escala dos mundos, humanos são irrelevantes, uma fina película de vida num obscuro e solitário torrão de rocha e metal. Considere novamente esse ponto. É aqui. É nosso lar. Somos nós. Nele, todos que você ama, todos que você conhece, todos de quem você já ouviu falar, todo ser humano que já existiu, viveram suas vidas. A totalidade de nossas alegrias e sofrimentos, milhares de religiões, ideologias e doutrinas econômicas, cada caçador e saqueador, cada herói e covarde, cada criador e destruidor da civilização, cada rei e plebeu, cada casal apaixonado, cada mãe e pai, cada crianças esperançosas, inventores e exploradores, cada educador, cada político corrupto, cada "superstar", cada "lidere supremo", cada santo e pecador na história da nossa espécie viveu ali, em um grão de poeira suspenso em um raio de sol. A Terra é um palco muito pequeno em uma imensa arena cósmica. Pense nas infindáveis crueldades infringidas pelos habitantes de um canto desse pixel, nos quase imperceptíveis habitantes de um outro canto, o quão frequentemente seus mal-entendidos, o quanto sua ânsia por se matarem, e o quão fervorosamente eles se odeiam. Pense nos rios de sangue derramados por todos aqueles generais e imperadores, para que, em sua gloria e triunfo, eles pudessem se tornar os mestres momentâneos de uma fração de um ponto. Nossas atitudes, nossa imaginaria auto-importancia, a ilusão de que temos uma posição privilegiada no Universo, é desafiada por esse pálido ponto de luz. Nosso planeta é um espécime solitário na grande e envolvente escuridão cósmica. Na nossa obscuridade, em toda essa vastidão, não ha nenhum indicio que ajuda possa vir de outro lugar para nos salvar de nos mesmos. A Terra é o único mundo conhecido até agora que sustenta vida. Não ha lugar nenhum, pelo menos no futuro próximo, no qual nossa espécie possa migrar. Visitar, talvez, se estabelecer, ainda não. Goste ou não, por enquanto, a terra é onde estamos estabelecidos. Foi dito que a astronomia é uma experiência que traz humildade e constrói o caráter. Talvez, não haja melhor demonstração das tolices e vaidades humanas que essa imagem distante do nosso pequeno mundo. Ela enfatiza nossa responsabilidade de tratarmos melhor uns aos outros, e de preservar e estimar o único lar que nós conhecemos... o pálido ponto azul.

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

sociedade dos poetas mortos

Aproveita o Dia (Walt Whitman) "Aproveita o dia, Não deixes que o dia termine sem teres crescido um pouco. Sem teres sido feliz, sem teres alimentado teus sonhos. Não te deixes vencer pelo desalento. Não permitas que alguém te negue o direito de expressar-te, que é quase um dever. Não abandones tua ânsia de fazer de tua vida algo extraordinário. Não deixes de crer que as palavras e as poesias sim podem mudar o mundo. Porque passe o que passar, nossa essência continuará intacta. Somos seres humanos cheios de paixão. A vida é deserto e oásis. Nos derruba, nos lastima, nos ensina, nos converte em protagonistas de nossa própria história. Ainda que o vento sopre contra, a poderosa obra continua, tu podes trocar uma estrofe. Não deixes nunca de sonhar, porque só nos sonhos pode ser livre o homem. Não caias no pior dos erros: o silêncio. A maioria vive num silêncio espantoso. Não te resignes, e nem fujas. Valorize a beleza das coisas simples, se pode fazer poesia bela sobre as pequenas coisas. Não atraiçoe tuas crenças. Todos necessitamos de aceitação, mas não podemos remar contra nós mesmos. Isso transforma a vida em um inferno. Desfruta o pânico que provoca ter a vida toda a diante. Procures vivê-la intensamente sem mediocridades. Pensa que em ti está o futuro, e encara a tarefa com orgulho e sem medo. Aprendes com quem pode ensinar-te as experiências daqueles que nos precederam. Não permitas que a vida passe sem teres vivido..."

sábado, 20 de julho de 2013

Mensagem de Arecibo


16 de Novembro se 1974 - Um centro de Pesquisa Extra-Terrestre(SETI - Search for Extra-Terrestrial Intelligence) enviou uma mensagem por um radiotelescópio para o espaço  Esta mensagem continha informações sobre nós, nosso planeta, e um pouco do nosso sistema solar.
A mensagem foi baseada em código binário e ficou conhecida como "A Mensagem de Arecibo". 
Arecibo foi o local de onde a mensagem foi enviada, mas enviada a quem? Foi enviada na tentativa de comunicação com seres extra-terrestres.
Imagem:
Mensagem de Arecibo

Cada parte mostrava um pouco de nós.
A primeira parte em branco. mostrava os números de 1 à 10, logo abaixo em roxo, podemos ver os elementos primário para a constituição da vida.(Hidrogênio (H), Carbono (C), Nitrogênio (N), Oxigênio (O) e Fósforo (P)).
Abaixo disso, em verde, podemos ver os nucleotídeos e logo abaixo podemos ver em azul representando a Dupla Hélice do nosso DNA, e no meio, a barra branca, vemos o número de nucleotídeos no DNA.

Abaixo da Dupla Hélice, encontramos a representação do ser humano: Cabeça pequena e menor que seus braços e pernas.
Do lado esquerdo da representação humana, podemos saber qual a media do seu tamanho(Medido em comprimentos de onda), 176 cm ou 1,76 m.

Nos pés do nosso "humano binário" está a representação do sistema solar, a terra ganha destaque como vemos no terceiro planeta após a grande estrela, o sol.

Em roxo abaixo do sistema solar, está o radiotelescópio para mostrar como fora mandada a mensagem e abaixo está o diâmetro do radiotelescópio de Arecibo.(1.000 pés de diâmetro).

Lembrando que isso aconteceu no dia 16 de Novembro de 1974, e que a resposta não chegou, pelo menos não naquela década e não naquele século, pois 26 anos depois, no ano de 2001 uma resposta chegou(e você não vai ver isso na sua TV :D).

No dia 21 de Agosto de 2001, 26 anos e 8 meses exatamente após o envio da Mensagem de Arecibo, chega uma resposta em Chilbolton, Hampshire, Reino Unido.

Resposta:
Resposta


Analisando ela podemos ver que o que mandou a mensagem é bem diferente do nosso Radiotelescópio, mas por incrível que parece também existe um Crop Circle desse "equipamento" em que eles transmitiram sua resposta e possivelmente todas as outras.

Suposto equipamento usado na Transmissão



Mas o que eles disseram sobre eles na resposta? aqui está! Bem vago por sinal mas uma grande prova da existência de outros moradores do universo.

Resposta  redesenhada



Mas porque a resposta não foi enviada da mesma maneira? Talvez eles queiram mostrar a todos que existem, por receio de que as autoridades não revelassem a mensagem.
Fato é que eles responderam a mensagem sem violência e do mesmo modo que perguntamos.


Fique atento com o céu.

quinta-feira, 20 de junho de 2013

BRASIL!!!

Todos sabem que o Brasil seja um país corrupto, incapaz, lastimável e injusto comunitariamente; um país pouco importante e trivialmente fútil, futilmente trivial... Uma gleba onde a democracia se resume, tecnicamente, à autoridade do legislativo, do judiciário e, óbvio, ao autoritarismo do executivo. Santa democracia! §2. Outra coisa conhecida por todos e até pelos marcianos é a seguinte; os investimentos públicos realizados aqui, nesta orgulhosa e tão alienada terra seca dos estádios de futebol de U$ 30.000.000.000,00, por políticos ineficientes e sujos até à medula espinhal, são dignos dos feitos em chiqueiros ou pocilgas, cuja intenção seja, a propósito, incrementar o tamanho dos recipientes de lavagem. Isso porque o povo brasileiro, quem deveria, precisaria e poderia mandar no país caso a democracia aqui existisse plenamente, é tratado igual a porco. Ser brasileiro é um orgulho! Não é? §3. Onde há democracia o povo não apenas protesta, ele consegue o que deseja. No Brasil, contudo, a menor parte da população, a mais inteligente, pragmática e politizada, só aprendeu a protestar. Ainda não entendeu que isso seja apenas o primeiro passo. Não entendeu ainda que os governadores, prefeitos, presidentes, deputados, vereadores e senadores sejam constitucionalmente bastante menores e menos poderosos do que ela. Se o povo quer, então o presidente cai, sim, da cadeira. Se o povo quer, então os governadores perdem, com efeito, o vigor político que conquistaram através do voto. Se o povo quer... o povo recebe. Isto é algo desconhecido e inexistente na ilha brasileira; quem manda é a população. Claro que no Brasil isso não ocorra, porque aqui quem ordena é o representante do povo. Santa democracia, Batman! Como se tal não bastasse, os políticos imundos desse país de pizzas-bananas-&-samba sistematicamente cancelam ou tentam anular as demandas de reação legal contra o sistema socialmente ineficaz, saturado de corrupção, infiltrando, por exemplo, bandidos mascarados e agressivos no meio de jovens manifestantes que, obviamente, não precisam esconder o próprio rosto, já que defendem algo completamente oportuno à comunidade e, logo, ao país mesmo. §4. Num sistema verdadeiramente democrático, se o povo pede ao presidente para defecar em um balde e depois colocá-lo sobre a cabeça, ele caga e põe. No Brasil o famigerado poder-do-povo-para-o-povo-e-pelo-povo é, de fato, algo louvável, não é? §5. A gangrena nessa terrinha arbitrária só é menor do que a tolice, a ignorância e o partidarismo ordinário dos alienados que batalham contra qualquer maneira legítima de protesto ou as formas lícitas do berro-pró-igualitarismo. §6. Um exemplo. Enquanto o povo permitir que políticos safados desfrutem dos meios de transporte aéreo para homologar documentos que sejam propícios às empresas que financiaram suas campanhas sujas, as reformas, cuja alíquota de chance de existência seja praticamente nula, associadas ao péssimo e bem caro transporte público serão paradoxais e até não-democráticas, um vez que não se lembram de, isso é aparente, contemplar a distinção de classe social existente entre uma situação e outra. A crítica deve ser, isto é, mais refinada, aguda e profunda. Essa é apenas uma ilustração a respeito do que o brasileiro legítimo, o sofredor, enfrenta rotineiramente, ao passo que nossos representantes engordam mais e mais, mostrando externamente o verme gordo que eles carregam no lado de dentro. Aliás, o maior número dos políticos brasileiros são lombrigas nojentas, famintas e grandes na barriga da economia pública. §7. Este texto é genérico e não deve, portanto, ser entendido como algum gênero de verdade ou evidência inequívoca. Há, com certeza, os políticos justos, bons e inteligentes; assim como existem, tragicamente, os modos inescrupulosos, obtusos e tortos de manifestação anticorrupção. Também é importante lembrar, de novo, que bastantes vezes esses modos ilícitos sejam justamente a ferramenta usada por governantes dos quais o escopo seja vulgarizar, deturpar e suprimir astuta, delicadamente os protestos legais.
Texto de Marcelo siqueira lima

quarta-feira, 5 de junho de 2013

As fatalidades do homem

A religião, a sociedade, a natureza: tais são as três lutas do homem. Estas três lutas são ao mesmo tempo as suas três necessidades; precisa crer, daí o templo; precisa criar, daí a cidade; precisa viver, daí a charrua e o navio. Mas há três guerras nessas três soluções. Sai de todas a misteriosa dificuldade da vida. O homem tem de lutar com o obstáculo sob a forma superstição, sob a forma preconceito e sob a forma elemento. Tríplice 'ananke' pesa sobre nós, o 'ananke' dos dogmas, o 'ananke' das leis, o 'ananke' das coisas. Na Notre-Dame de Paris, o autor denunciou o primeiro; em 'Os Miseráveis', mostrou o segundo; neste livro indica o terceiro. A essas três fatalidades que envolvem o homem, junta-se a fatalidade interior, o 'ananke' supremo, o coração humano. (Obs.: 'ananke': palavra grega para fatalidade.)

sexta-feira, 17 de maio de 2013

um trecho de memórias do subsolo

Desejará conservar justamente os seus sonhos fantásticos e destrutivos, a mais vulgar estupidez, só para confirmar a si mesmo (Como se isto fosse absolutamente indispensável) Que os homens são sempre homens e não teclas de piano, que as próprias leis da natureza tocam e ameaçam tocar de tal modo que atinjam um ponto em que não possa desejar nada fora do calendário.
Mas ainda: mesmo que ele realmente mostrasse ser uma tecla de piano, mesmo que isto lhe demonstrado, por meio das ciências naturais e da matemática, ainda assim ele não se tornaria razoável e cometeria intencionalmente alguma proveniência, apenas por ingratidão e justamente pra insistir na posição. - Memórias do Subsolo. Fiódor Dostoiévski.

terça-feira, 23 de abril de 2013

Another brick in the wall--Pink Floyd








Este trabalho propõe uma análise pragmática e à luz do conceito de gramaticalidade da música
Another Brick in the Wall, composta por Roger Walters, lançada nos anos 80 pelo grupo inglês Pink Floyd, e problematizar a questão da dupla negação a partir do contexto sociocultural no qual a música foi lançada.

A música se tornou polêmica no início da década de 80 e ainda nos dias de hoje provoca diversas reações por criticar uma educação que não visa transformar o aluno em um cidadão pensante e questionador, mas sim em apenas mais um na sociedade. Essas questões em torno da música despertaram o interesse em se fazer uma análise de cunho sociolinguístico.

Como ponto de partida para a análise, utilizaremos o conceito de gramaticalidade e a pragmática. Entendemos gramaticalidade como a capacidade natural do falante de produzir sentenças segundo a ordem e regras sintáticas, morfológicas, fonológicas e semânticas da língua. Dado nosso corpus, elegemos analisar apenas a ocorrência de dupla negação na língua inglesa. Combinando "gramaticalidade" com uma análise do contexto no qual a música se insere, examinaremos a dupla negação em inglês, levando em conta não apenas o protesto contra a manipulação e alienação dos alunos, como justificativa do que seria um erro gramatical proposital por parte de Walters, mas também a origem da dupla negação na língua inglesa, para discutir o que seria gramatical e o que seria violação da norma gramatical como prescrita pela gramática tradicional, Walters se valeu desse jogo para cumprir o propósito comunicativo da música.

Já a pragmática analisa o enunciado do ponto de vista do contexto e como seus participantes se envolvem no proferimento de atos de fala. Assim, ao analisarmos um enunciado, levamos em consideração a capacidade humana de combinar o conhecimento da



gramática com informações contextuais variadas, vindas do conhecimento de mundo dos falantes de uma determinada língua. É esta capacidade que nos permite adaptar nosso comportamento linguístico a nossos objetivos e interesses e utilizar a etiqueta linguística: saber quando e como usar uma determinada forma com adequação e propriedade.

Ao analisarmos a música sob uma visão pragmática, ou seja, sob um ângulo onde a música se relaciona diretamente com o mundo, podemos observar que ela vai além da própria linguagem: ela constrói sentidos outros que só encontramos na análise do contexto. Significar e querer dizer são, portanto duas noções diferentes. Essa inferência, ou seja, essa leitura do "não dito" é compreendida por meio de metáforas que nascem de nossas experiências corpóreas com o meio no qual interagimos. 

De acordo com a Teoria dos Atos de Fala, (Austin, 1962), em determinadas sentenças, ao se proferir algo, estamos simultaneamente realizando uma ação. Assim, se faz necessário observar os usos da linguagem em seu contexto, pois sempre haverá ações associadas ao ato da fala. Os atos Locucionários podem ser de três tipos: Locucionário, Ilocucionário e Perlocucionário, estando diretamente integrados entre si. Onde Ato Locucionário é o ato de dizer a fala, Ato Ilocucionário diz respeito à intenção ao produzir a locução e finalmente Ato Perlocucionário, refere-se ao efeito provocado no receptor através do Ato Locucionário, influenciando seus sentimentos e pensamentos.

Voltando para a análise da canção, percebemos a força ilocucionária. A palavra "Educação" normalmente está associada à escola, e ao produzir, por exemplo, o enunciado: "We don’t need no education", o narrador está questionando o papel da escola na educação do indivíduo. Aqui também se incluem os Atos Perlocucionários, pois Roger Walters pretendeu provocar no interlocutor uma reflexão e, principalmente, uma mudança de atitude, ao mostrar que esse não é o tipo de educação desejada.

 












sexta-feira, 19 de abril de 2013

Sequência Fibonacci



A sucessão de Fibonacci ou sequência de Fibonacci é uma sequência de números naturais, na qual os primeiros dois termos são 0 e 1, e cada termo subsequente corresponde à soma dos dois precedentes.
A sequência tem o nome do matemático pisano do século XIII Leonardo de Pisa, conhecido como Leonardo Fibonacci, e os termos da sequência são chamados números de Fibonacci. Os números de Fibonacci são, portanto, os números que compõem a seguinte sequência de números inteiros (sequência A000045 na OEIS):
0, 1, 1, 2, 3, 5, 8, 13, 21, 34, 55, 89, 144, …
Em termos matemáticos, a sequência é definida recursivamente pela fórmula abaixo, sendo os dois primeiros termos F0= 0 e F1= 1.

  F(n) =
  \left\{
   \begin{matrix}
    0\,,\qquad\qquad\qquad\quad\,\ \ \,&&\mbox{se }n=0\,\ \ \\
    1,\qquad\qquad\qquad\qquad\,&&\mbox{se }n=1\ \ \,\\
    F(n-1)+F(n-2)&&\mbox{se }n>1\ \ 
   \end{matrix}
  \right.
Em seu livro de 1202, intitulado Liber Abaci, Fibonacci introduziu a sequência na matemática da Europa Ocidental,[2] embora ela já tivesse sido descrita anteriormente por matemáticos indianos.[3][4][5] Pela convenção moderna, a sequência inicial com F0 = 0. No Liber Abaci, ela começava com F1 = 1, omitindo-se o zero inicial, e alguns ainda escrevem a sequência dessa forma.
A sequência de Fibonacci tem aplicações na análise de mercados financeiros, na ciência da computação e na teoria dos jogos. Também aparece em configurações biológicas, como, por exemplo, na disposição dos galhos das árvores ou das folhas em uma haste,[6] no arranjo do cone da alcachofra, do abacaxi,[7] ou no desenrolar da samambaia.--Fonte:wikipédia

domingo, 31 de março de 2013

Stairway to heaven - significado

 
 
 
 
“Stairway to Heaven” é a mais famosa canção da banda inglesa Led Zeppelin. Composta pelo guitarrista Jimmy Page e pelo vocalista Robert Plant para o quarto álbum de estúdio da banda, Led Zeppelin IV. Mas o que ela significa?

Para entendermos o significado da letra, precisamos colocar a música e o próprio Led Zeppelin dentro do contexto na qual ela foi escrita. Jimmy Page e Robert Plant. A música foi composta em 1970-71, bem no período onde Page morou em Boleskine e era dono de uma livraria especializada em ocultismo, a “The Equinox Booksellers and Publishers” e chegou a publicar alguns textos de Aleister Crowley, apesar de nunca ter se iniciado formalmente na Ordo Templi Orientis. Sabendo disso, podemos colocar a música em sua perspectiva correta: Assim como os graus nas Ordens que vieram da Rosa Cruz (como a Golden Dawn, por exemplo)todo o processo de evolução caminha na subida alegórica pela Escada Celestial (Starway) e é disso que a música trata.
There’s a Lady who’s sure,
All that glitters is gold,
And she’s buying a Stairway to Heaven.
Esta “Lady”, ao contrário do que as pessoas imaginam, não é a Shirley Bassed (essa idéia apareceu em uma referência de Leonard tale no CD Australiano). A “Lady” que Robert Plant fala é Yesod, a Qualidade Universal do Espírito, a Princesa aprisionada dos contos de fada, a vontade primordial que nos leva á meditação, ao auto-conhecimento e ao início da Escada de Jacob, que é a Starway to Heaven, (Caminho das estrelas), trocadilho com o nome da música e que também foi utilizado em outros contextos para expressar as mesmas idéias, como por exemplo, no nome “Luke Skywalker” na Saga do Star Wars. Um dia falo mais sobre isso…
Na Mitologia Nórdica, a Lady é Frigga, também conhecida como Ísis, Maria, A Mãe, Iemanjá, Diana, Afrodite, etc… um aspecto de toda a criação e presente em cada um de nós.
Robert plant fará novas referências a esta “Lady Who´s sure” em outras músicas (Liar´s Dance, por exemplo, que trata do “Book of Lies” do Aleister Crowley).
Ao contrário do senso comum, que diz que “Nem tudo que reluz é ouro”, esta Lady possui dentro de si a esperança e o otimismo para enxergar o bem em todas as coisas; ver que tudo possui brilho e que mesmo a menor centelha de luz divina dentro de cada um possui potencial de crescimento.
E dentro deste entendimento, ela vai galgando os degraus desta escada para os céus. Na Kabbalah, os 4 Mundos formam o que no ocultismo chamamos de “Escada de Jacob”, descrita até mesmo em passagens da Bíblia. Esta “escada” simbólica traz um mapa da consciência do ser humano, do mais profano ao mais divino, que deve ser trabalhada dentro de cada um de nós até chegar à realização espiritual.
Aqui que os crentes e ateus escorregam. Eles acham que deuses são reais no sentido de “existirem no mundo físico” e ficam brigando sobre veracidade de imagens que apenas representam idéias para um aprimoramento interior.
When she gets there she knows,
If the stores are all closed,
With a word she can get what she came for.
Aqui é mencionado o “verbo”, ou a “palavra perdida” capaz de dar criação a qualquer coisa que o magista desejar. A Vontade (Thelema) do espírito do Iniciado é tão forte que “quando ela chegar lá ela sabe que se todas as possibilidades estiverem fechadas, ela poderá usar a palavra para criar o que precisar”. Este primeiro verso coloca que a dama está trilhando o caminho até a Iluminação e tem certeza daquilo que deseja, ou seja, conhece sua Verdadeira Vontade..
There’s a sign on the wall,
But she wants to be sure,
’cause you know sometimes words have two meanings.
Ainda trilhando este caminho, a dama precisa ser cautelosa. Porque todo símbolo possui vários significados. Todas as Ordens Iniciáticas trabalham e sempre trabalharam com símbolos: deuses, signos, alegorias e parábolas. Os Indianos chamam estes caminhos falsos de Maya (a Ilusão) e em todos os caminhos espirituais os iniciados são avisados sobre os desvios que podem levá-los para fora deste caminho (ou o “diabo” na Mitologia Cristã).
In a tree by the brook
There’s a song bird who sings,
Sometimes all of our thoughts are misgiven.
A Árvore a qual ele se refere é, obviamente, a Árvore da Vida da Kabbalah, ou Yggdrasil, na Mitologia Nórdica, a conexão entre todas as raízes do Inferno (Qliphoth) e as folhas nos galhos mais altos (Runas). Brook (Riacho) também é um termo usado no Tarot para designar o fluxo das Cartas em uma tirada, e o pássaro representa BA, ou a alma em passagem, considerada também o símbolo de Toth (que, por sua vez, é o lendário criador do Tarot, ou “Livro de Toth”, segundo Aleister Crowley) então a frase fica com dois sentidos: literal, que é uma árvore ao lado de um rio onde há um pássaro; e esotérico, que trata de Toth, deus dos ensinamentos (Hermes, Mercúrio, Exú
There’s a feeling I get when I look to the west,
And my spirit is crying for leaving.
O “Oeste” na Rosacruz, na Maçonaria e em várias outras Ordens Iniciáticas, representa a porta do Templo, os profanos ou a parte de Malkuth, o mundo material (enquanto o Oriente representa a luz, o nascer do sol). Ela não gosta do que vê e seu espírito quer trilhar um caminho diferente.
In my thoughts I have seen rings of smoke through the trees
And the voices of those who stand looking.
Os anéis de fumaça são o símbolo usado para representar os espíritos antigos, os ancestrais dentro do Shamanismo. Os grandes professores e os Mestres Invisíveis que auxiliam aqueles que estejam dentro das ordens iniciáticas
And it’s whispered that soon if we all call the tune
Then the piper will lead us to reason.
And a new day will dawn for those who stand long,
And the forests will echo with laughter.
O “piper” é uma alusão ao flautista, ou Pan. O “Hino a Pã” é uma poesia de 1929 composta por Crowley (e traduzida para o português pelo magista Fernando Pessoa) que trata do Caminho de Ayin dentro da Árvore, que leva da Razão à Iluminação e é representada justamente pelo Arcano do Diabo no Tarot e pelo signo de Capricórnio, o simbólico Deus Chifrudo das florestas. As “florestas ecoando com gargalhadas” sugere que aqueles que estão observando (os Mestres Iniciados) estarão satisfeitos quando os estudantes e todo o resto do Planeta chegarem ao mesmo ponto onde eles estão e se juntarem a eles.
If there’s a bustle in your hedgerow,
Don’t be alarmed now,
It’s just a spring clean for the May Queen.
Esta parte não tem nada a ver com garotas chegando à puberdade. As mudanças referem-se à morte do Inverno e chegada da Primavera, que representa a superação das Ordálias e caminhada em direção à Verdadeira Vontade.
Yes there are two paths you can go by,
But in the long run
There’s still time to change the road you’re on.
A lembrança de que sempre existem dois caminhos, e também uma referência ao Caminho de Zain (Espada, que conecta o Iniciado em Tiferet à Grande Mãe Binah, representada pelo Arcano dos Enamorados no Tarot). Separa a parte dos prazeres terrenos (chamados de “pecados” na cristandade ou de “Defeitos Capitais” na Alquimia) e o caminho da iluminação espiritual. A escolha é nossa e é feita a cada momento de nossa vida em tudo o que fazemos, e qualquer pessoa, a qualquer momento pode mudar de caminho (espero que do mais baixo para o mais elevado…)
And it makes me wonder.
Robert Plant coloca várias vezes esta frase na música, em uma referência ao Arcano do louco (e o Caminho do Aleph na Kabbalah), como o sentimento de uma criança que se maravilha com tudo no mundo pela primeira vez (no catolicismo “Vinde a mim as criancinhas”, Mateus 18:1-6 sem trocadilho desta vez). Este é a sensação que um ocultista tem a cada descoberta de uma nova galáxia ou maravilha do universo, ou novas invenções da ciência e a descoberta de novos horizontes. No hinduísmo, esta sensação tem o nome de Sattva (em oposição a Rajas/atividade ou Tamas/ignorância).
Your head is humming and it won’t go,
In case you don’t know,
The Piper’s calling you to join him.
Nesta altura da música, já fica claro que quem a escuta está sendo guiado pela Lady através da Árvore da Vida em direção à Iluminação. O aspirante a Iniciado está sendo conduzido pelo caminho pelo soar da música. Ou, em um caso mais concreto, o mesmo tipo de música que o Blog do Teoria da Conspiração toca para vocês…
Dear Lady can you hear the wind blow, and did you know,
Your stairway lies on the whispering wind.
Esta frase tem duas analogias com símbolos muito parecidos, de duas culturas. O primeiro é a própria Yggdrasil, em cujas raízes fica um dragão (a Kundalini) e em cujo topo fica uma águia que bate suas asas resultando em uma suave brisa. A Águia representa o espírito iluminado (daí dela ser o símbolo escolhido pelos maçons americanos como símbolo dos EUA) e o vento é o elemento AR (Razão). Na Kabbalah, em um significado mais profundo, tanto os caminhos de Aleph (Louco/Ar) quanto de Beth (Mago/Mercúrio) que conduzem a Kether (Deus) são representados pelo elemento AR – O Led Zeppelin fala sobre águias em outras canções, igualmente cheias de simbolismo… algum dia eu falo sobre elas.
And as we wind on down the road,
Our shadows taller than our soul,
As Sombras, no ocultismo e especialmente nos textos do Crowley, são os defeitos ou aspectos negativos de nossa personalidade que mancham a pureza de nossa alma.
There walks a lady we all know,
Who shines white light and wants to show
How everything still turns to gold,
O terceiro Caminho até Kether é Gimmel, a sacerdotisa, o caminho iniciado em Yesod (Lua) que passa novamente pelos Grandes Mistérios. A analogia com o Ouro é óbvia. O processo alquímico na qual transformamos simbolicamente o chumbo do nosso ego no ouro da essência.
When all are one and one is all,
Unity.
To be a rock and not to roll.
Quando finalmente ultrapassamos o Abismo, chegamos a Binah, que representa a Ordem (“rock” em oposição ao Caos, que é o “roll”, em um genial jogo de palavras). Na Umbanda, o orixá representado ali é Xangô, senhor das “pedreiras” e da certeza das leis imutáveis do Universo. Representa a mente focada no caminho, sem deixar-se levar por qualquer evento ou adversidade.
And she’s buying a Stairway to Heaven.
Novamente, a mensagem de esperança… a Dama do Lago está sempre ali, criando oportunidades para todos os buscadores no Caminho da Libertação.


sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Palavras de Jhon Locke

"Não siga irrefletidamente as autoridades, sejam elas intelectuais, poíticas ou religiosas. Tampouco as tradições ou convenções sociais. Pense por si mesmo. Examine os fatos e tente basear sua opinião e seu comportamento nas coisas como de fato são.
 Onde está o homem que tem prova incontestável da verdade de tudo o que sustenta, ou da falsidade de tudo o que condena, ou que pode dizer que examinou até o fundo todas as suas próprias opinões, ou as de outrem? A necessidade de acreditar sem conhecimento , ou frequentemente em bases muito frágeis, nesse fugidio estado de ação e de cegueira em que nos encontramos, deveria nos deixar mais ocupados e cuidadosos em nos informar a nós mesmos do que em constranger os outros."



terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Os princípios e os avanços

  Uma virtude da sociedade moderna é a de que, novos inventos tecnológicos sejam criados com a finalidade de atender o mercado consumidor, todavia, o vendedor visa o lucro e o consumidor faz uso de seu aparato tecnológico por um breve período, ou seja , o produto (celulares por exemplo) é fabricado para ter um curto uso de duração , e os consumidores  , em sua grande maioria , são fadados por desejos de consumir mais a cada novo produto posto à venda no mercado.
  Nosso modo de vida , a econômia contemporânea e , principalmente , o meio ambiente , são afetados de formas diversas por toda esta prática. Produzir , consumir , e jogar fora , depois o ciclo se refaz . Não fazemos bem ao uso de nossos recursos naturais que , por sentido , são gastos em maioria para a fabricação de armas bélicas; para criação de um computador por exemplo , raramente um país de primeiro mundo irá impor à sua mão de obra , o labor de produzir a matéria-prima necessária para a fabricação de determinado produto , sendo assim , países subdesenvolvidos (o Brasil por exemplo) são explorados pelos países ricos , produzem a matéria prima , fornecem a mão de obra barata, depois compram a tecnologia por um preço muito mais elevado,"produzimos as laranjas , depois importamos o suco do exterior. Triste realidade.
  O progresso tecnológico atual se faz com o pensamento de superação ao próximo, de rivalidade; "temos que fazer um celular que supere o deles , caso contrário , não lucraremos." Um amigo disse-me que , ele vê a guerra como um curto período onde a tecnologia dá saltos grandiosos , se analisarmos a fundo , veremos que sim, que após a segunda guerra mundial o mundo se modernizou de forma rápida , nunca antes vista, mas para mim , afirmar que o desenvolvimento só é eficiente , porque está vinculado à competição , é uma afirmação errônea e ridicularizada.
  Nós , seres humanos , devemos trocar o orgulho próprio de quem chega ao ápice da riqueza por ajuda mútua ao próximo , devemos trocar competitividade por cooperação , trocar a inveja pela compaixão; de fato , devemos ! O infortúnio , a exploração , o egoísmo , sempre continuarão a triunfar sobre o mundo se homens de bem não fizerem nada.